Dia Mundial de Conscientização do Autismo | Comemorar e acolher
 

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Dia Mundial de Conscientização do Autismo | Comemorar e acolher

1 / Abril / 2025

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007 e é celebrado no dia 2 de abril. Essa data é de grande importância, pois muitas pessoas ainda não compreendem o que é o Transtorno do Espectro Autista (TEA), tornando essencial a disseminação de informações de qualidade

“Para compreender verdadeiramente o autismo, devemos primeiro aprender a ouvir, a observar e a respeitar.” – Judy Endow

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi inicialmente descrito pelo médico Leo Kanner, em 1943, e complementado por Hans Asperger, em 1944. Ambos relataram características semelhantes em crianças com dificuldade de interação social. Apesar dos avanços na pesquisa, ainda há muitos aspectos desconhecidos sobre o autismo, que apresenta diferentes graus de comprometimento.

Os símbolos são fundamentais para promover a conscientização e o entendimento sobre o TEA. Eles ajudam a chamar atenção para o autismo, incentivando a aceitação e o apoio às pessoas que convivem com o transtorno. Usar esses símbolos em campanhas, eventos e redes sociais é uma maneira eficaz de aumentar a visibilidade da causa e criar um mundo mais inclusivo.

Símbolos do Transtorno do Espectro Autista O principal símbolo do TEA, reconhecido mundialmente, é a fita ou laço colorido em forma de quebra-cabeça.

O coração colorido é outro símbolo frequentemente associado ao autismo, representando amor e aceitação incondicional às pessoas com TEA.

Desafios no Ambiente Escolar As barreiras enfrentadas por estudantes com TEA podem comprometer seu aprendizado e bem-estar. Entre os desafios mais comuns estão:

  • Excesso de estímulos sensoriais: Salas de aula barulhentas, luzes fortes e muitos alunos podem causar sobrecarga sensorial.
  • Dificuldades na interação social: Estudantes com TEA podem ter dificuldade em compreender expressões faciais, tom de voz e regras sociais.
  • Comunicação verbal e não verbal: Alguns alunos podem apresentar dificuldades na expressão oral ou preferir formas alternativas de comunicação.
  • Adaptação ao currículo: O modelo de ensino tradicional pode não atender às necessidades individuais desses estudantes.

O Papel dos Educadores na Inclusão Os professores desempenham um papel central na inclusão escolar. Algumas atitudes fundamentais incluem:

  • Criar um ambiente seguro e acolhedor para os estudantes.
  • Estabelecer rotinas claras e previsíveis, ajudando os alunos a se sentirem mais confortáveis.
  • Adaptar a linguagem e os materiais didáticos conforme as necessidades individuais.
  • Fomentar a interação social entre os colegas, fortalecendo vínculos e promovendo empatia.

Educadores capacitados são essenciais para um processo educacional inclusivo e eficaz. Esses desafios mostram a necessidade de adaptações personalizadas para garantir que a escola seja um espaço de aprendizagem para todos. Além disso, é crucial ouvir as demandas de estudantes do espectro autista e seus familiares, tanto na rede pública quanto na privada.

E, na São Judas estamos compromissados com isso, afinal, através do Ânima Plurais, programa responsável por iniciativas que promovem a diversidade e a inclusão em todas as instituições da marca Ânima, a Universidade reitera ainda mais seu objetivo de acolher e respeitar a todos! Além disso, a São Judas conta com um currículo especializado no debate de diversidade e uma equipe preparada.

Para saber mais: Lei Romeo Mion. Em 2020, foi sancionada a Lei nº 13.977, que institui a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). A lei ficou conhecida como Lei Romeo Mion, em homenagem ao filho do apresentador Marcos Mion, que possui TEA. Com essa iniciativa, pessoas com TEA têm direito a uma carteira de identificação.

Eva Vulcão

Estudante do curso de Produção Audiovisual da São Judas unidade Mooca